Fazendo pós-graduação na Europa: sua especialização no continente Europeu

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Terminou a graduação e não sabe qual instituição escolher para a sua especialização? Ou quer estudar com o profissional de ponta da sua área mas não sabe como? Reunimos aqui tudo que você precisa saber para realizar a sua pós-graduação na Europa.

Mas antes uma observação importante: prepare-se adequadamente para a vida acadêmica europeia, que é bem diferente da da média das universidades brasileiras. Prepare-se para ser exigido num nível muito acima do que você está acostumado aqui no Brasil. Prepare-se para longas e longas horas de estudo e para professores que não vão “quebrar o seu galho” se você for reprovado.

E comece já a preparação, antes mesmo de viajar! Busque aprimorar sua capacidade de absorver conhecimento e fazer valer cada dia da experiência de intercâmbio. Vale tudo aqui: leitura dinâmica, algum curso de memorização online, treinamento de concentração, etc. O importante é chegar na Europa pronto!

Sistema de Créditos Europeu

Primeiramente, é necessário entender que o modelo europeu de pós-graduação se difere do brasileiro – principalmente na estrutura de tempo de pesquisa. Para você obter a diplomação Mestrado ou Doutorado você precisa cumprir um número fixo de créditos, denominado ECTS (Sistema de Transferência de Créditos Europeu).

Para o mestrado, são cobrados 5 anos totais de estudos, ou seja, o seu período de graduação (3-4 anos) mais um ou dois anos da especialização. Nesse período, é necessário completar 90-120 ECTS (para além dos 180-240 ECTS cobrados na graduação).  Já o doutorado pede um total de oito anos de estudos – três a mais após a conclusão do mestrado. Não são cobrados a realização de mais ECTS no doutorado.

Ao final, o sistema europeu tem um período de dois anos a menos de formação que o sistema brasileiro. Neste, a formação completa dura dez anos (quatro de graduação, dois de mestrado e quatro de doutorado), em comparação aos oito anos na Europa.

O bom do sistema ECTS é que ele foi unificado pela União Europeia (UE), ou seja, ele permite que você transfira créditos entre universidades, ao mesmo tempo em que estabelece uma equivalência de diplomas nos diferentes países que compõem o bloco europeu.

Como se faz o visto?

Os vistos para estadia na Europa são específicos de cada país, uma vez que vocês estará pedindo um visto estudantil ou de pesquisador, dependendo do seu destino. Contudo, para viagens com um limite de 90 dias, os brasileiros não precisam solicitar um visto para entrar no Continente – o que facilita os intercâmbios de curta duração entre o Brasil e a União Europeia. Assim, caso seu plano não seja uma bolsa sanduíche ou uma missão de curta duração na Europa, o visto será uma preocupação para o cumprimento do mestrado ou doutorado pleno. Neste caso, cada país possui suas próprias burocracias.

A Alemanha, por exemplo, pede que o visto de estudante seja solicitado quando o estudante já se encontra no país. Ao chegar na sua cidade de estadia, o estudante deve solicitar uma autorização para residir no local, que será concedida pelo Departamento para Estrangeiros local. No caso da Holanda e da França, é exigido visto de estudante quando o período de estudo ultrapassa os 90 dias. Nesses casos, no entanto, a própria universidade holandesa ou o Campus France conduz o processo, reduzindo a dor de cabeça do estudante.

O processo seletivo

A entrada nas universidades europeias variam de acordo com o país e a universidade em que se estará realizando a pós-graduação. A maior parte das universidades pede um dossiê do estudante, composto pelo diploma de ensino superior (traduzido por um tradutor juramentado), carta de intenções e currículo do candidato. Ao final do texto, trazemos uma lista com os editais para bolsas nas universidades europeias, trazendo de forma detalhada os requesitos de cada país e curso.

De maneira geral, a Alemanha, onde as universidades possuem bastante autonomia, os requisitos variam para cada universidade. Contudo, assim como a Holanda, para se fazer a pós-graduação completa no país, o candidato deve possuir um grau elevado de conhecimento em inglês (a Holanda pede exames reconhecidos internacionalmente, como TOEFL ou IELTS). Obviamente, caso o estudante não queira ficar cercado somente pela universidade, um nível médio de alemão também é recomendado. Já na França, é preciso comprovar proficiência nível B2 no idioma francês para estudar em uma universidade do país.

Possibilidades de bolsa

Ao contrário do Brasil, onde as universidades públicas não possuem taxas administrativas, as universidades europeias possuem taxas administrativas cobradas anualmente (chamadas tuiton fees). O valor varia entre as diferentes localidades e universidades. A Holanda cobra uma taxa anual, tendo o preço diversificado pelo curso. Já a Alemanha possui apenas taxas de matrículas semestrais (300 euros em média), e a França possui auxílio governamental ao estudantes de universidades públicas, resultando em uma taxa média de 200 euros anuais.

Contudo, nem tudo está perdido caso você não tenha como pagar as taxas nacionais e se sustentar na Europa. O continente europeu é cheio de oportunidades para brasileiros que queiram estudar no estrangeiro, com bolsas que custeiam desde as taxas universitárias até a total estadia do estudante. Abaixo, disponibilizamos uma lista com as diversas oportunidades oferecidas.

Holanda

O Orange Tulip Scholarship Programme (OTS) é a melhor opção para brasileiros que desejam fazer pós-graduação na Holanda. São mais de 150 cursos ofertados como opção de escolha para os estudantes. As bolsas possuem alto valor (perto 32.500 euros anuais) e são custeadas pelas próprias Instituições de ensino superior holandesas.

Alemanha

O Serviço de Intercâmbio Acadêmico da Alemanha (Daad – Deutscher Akademischer Austauschdienst) e o KAAD (Katholischer Akademischer Ausländer-Dienst) são os melhores locais para conseguir acesso a diversas oportunidades de bolsas para estudar no país. As exigências variam com o curso, mas sempre há opções para diferentes cursos.

Espanha

Para saber sobre oportunidades na Espanha, o programa Maec-Aecid do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação Espanhola é o melhor lugar. Há opções para diversas universidades e cursos.

Itália

O governo italiano oferece diversas bolsas e ocasiões para estudantes brasileiros que desejam realizar a pós-graduação no seu país. Para mais detalhes, confira o site.

França

O programa Eiffel oferece as melhores oportunidades para quem quer fazer a pós-graduação na França. Para detalhes, acesse o site da CampusFrance, do órgão do governo francês responsável pelos intercâmbios com outros países.

Bolsas Chevening

As bolsas Chevening são uma possibilidade de realizar sua pós-graduação na Grã-Bretanha. As informações podem ser adquiridas no site da instituição.

Bolsas do Erasmus Mundus (EM)

O Programa Erasmus Mundus (EM), financiado pela União Européia (UE), foca na mobilidade de estudantes da pós-graduação. Com bolsas de estudos integrais ou possibilidades de intercâmbio, o programa prima pela excelência acadêmica e oferece diversas oportunidades de pesquisa para quem quer concluir seus estudos fora do Brasil.

Capes

O Programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)  do governo brasileiro possui diferentes modalidades de bolsas integrais e sanduíche para o estudantes de doutorado. Os editais saem no começo e meio de cada ano, possuindo diferentes verbas dependendo do país de acolhida.

CNPq

As bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), assim como as da Capes, oferecem as oportunidades de doutorado sanduíche e doutorado pleno em instituições de ensino superior na Europa. Possuem uma regularidade de abertura de editais (começo e meio do ano), oferecendo oportunidades para os que desejam realizar o doutorado na Europa.

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