Estudando música na Europa

Se é verdade que viver de música pode ser impossível, estudar música fora do país não o é. Assim como toda carreira, é preciso de muita paixão pela música e muita dedicação e treino para fazer com que este sonho se torne realidade.

Esta fala inicial tem uma intenção simples: os cursos de música no exterior possuem uma rotina rígida com aulas teóricas e práticas, recitais, convenções e exigem o melhor desempenho que os seus estudantes possam atingir. Dependendo do seu local de escolha, você poderá ter acesso a uma gama enorme de estágios em orquestras em apresentações musicais, como em West End, a Broadway londrina.

Para além dos musicais, o ambiente europeu é composto por um cenário dinâmico e altamente mutável devido a sua aproximação territorial e a constante movimentação de pessoas entre as cidades. Seja em Londres, Berlin, Madrid ou Paris, você sempre estará em contato com bandas, orquestras e músicos de todas as partes da Europa, um contexto impossível ou altamente caro no Brasil.

Assim, ir para o exterior estudar música se mostra como um grande sonho e um cenário maravilhoso para efetuar um crescimento na sua técnica e seus conhecimentos, assim como expandir seu gosto musical.

estudando música na Europa

Cursos de música no exterior

Contudo, é preciso ter foco, uma vez que as universidades internacionais possuem todos os tipos de cursos de música imagináveis. Se você quiser compor, reger um coral, ser professor, montar uma banda, cantar, reger ou tocar em uma orquestra, ser produtor, estudar a história da música, etc., não importa. Há curso para todas as medidas e vontades. Assim, o que é necessário é pesquisar, olhar as diferentes universidades para achar uma que possua um currículo ou especialização que chame a sua atenção e seja compatível com seus interesses pessoais. Feita a escolha, é a hora de se submeter à admissão.

Processo de admissão de estudantes estrangeiros

O processo de admissão varia de acordo com a área da música que você deseja estudar. Assim, para cursos de música no exterior em algum instrumento em específico, você deverá passar por um teste prático e, muitas vezes, teórico – mesmo que isso seja feito à distância, por videos colocados no YouTube ou Vimeo, por exemplo. Para os cursos de mestrado, assim como no Brasil, os candidatos devem comprovar a conclusão do bacharelado. Caso este não seja em alguma área dos estudos sobre música, é necessário, através do currículo, demonstrar a sua aptidão para cursar o curso na área escolhida.

Uma certeza constante é o teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL) para cursar graduações e mestrados no exterior. Se o seu inglês não é fluente, pode valer a pena pensar num intercâmbio para estudo do idioma previamente à tentativa de entrar para o curso de música desejado.

Como os casos variam muito de local para local, decidimos enfocar no cenário alemão, conhecido internacionalmente por ser o berço da música clássica.

Sistema educacional

A primeira questão que você deve se perguntar ao querer estudar música, no caso da Alemanha, é o tipo de foco que deseja para a sua formação. Há duas opções: a universidade (Universität) ou a escola superior de música (Musikhochschule).

Nas universidades, o enfoque são as matérias teóricas, com ênfase na musicologia (Musikwissenschaft). Aqui, há uma exigência de uma alta proficiência no idioma alemão. Este tipo de saber está direcionado para aqueles que querem se especializar como professores de história da música ou críticos músicais.

Já se seu foco é tocar, reger e/ou compor, sua escolha deve ser as Escolas Superiores de Música, ou Musikhochschulen. Nelas, os cursos ministrados são de formação artística (Kunstlische Ausbildung), pedagogia musical (Musikpedagögik) e mestrado (Meisterkurz). Os dois primeiros são equivalentes à graduação do sistema educacional brasileiro (bacharelado e licenciatura, respectivamente). Há especial ênfase na prática musical, assim como aulas teóricas sobre história e técnicas musicais.

O mestrado é reconhecido no Brasil desde as últimas alterações nos procedimentos do Ministério da Educação para revalidação dos diplomas de graduação e pós-graduação. De qualquer forma, muitas escolas estão começando a oferecer cursos próximos do sistema educacional dos EUA, o Bachelor (bacharelado) e o Master (mestrado). Este procedimento facilita a posterior revalidação do diploma.

Como conseguir uma vaga

Como é de se imaginar, as vagas nas boas escolas são muito disputadas. Nestes casos, é possível até mesmo de não abrir vagas para alunos novos, já que depende da disponibilidade dos professor. Além disso, diversas instituições alemãs (embaixada, consulado, fundações acadêmicas) costumam exigir uma carta do professor que você pretende estudar para fornecer o visto de permanência no país. Assim, o primeiro passo para estudar na Alemanha deve ser conhecer pessoalmente o professor almejado para a sua instrução, potencialmente o conhecendo a partir de uma aula.

Como qualquer processo burocrático de pedido de visto, o processo de admissão é lenta e é necessária a tradução juramentada dos papéis que comporão seu dossiê a ser apresentado para a escola (currículo, diplomas, histórico escolar). Para conseguir o visto, em geral, você tem que comprovar uma fonte de renda, seja através de uma bolsa de estudos, ou possuir uma conta com uma valor mínimo estipulado pela embaixada (7.500 euros, por exemplo), ou uma declaração de um responsável que assuma o seu custeio no país.

Em termos de bolsas, as duas principais instituições que fornecem bolsa de estudo são o DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst) e o KAAD (Katholischer Akademischer Ausländer-Dienst). Ambas as instituições possuem programas de apoio a estudantes estrangeiros, dando auxílios mensais para a realização de graduação e pós-graduação no país. É possível acessar os sites das duas instituições a partir dos links listados abaixo.

Praticamente todas as escolas alemãs são públicas e governamentais, o que faz com que não hajam taxas administrativas (tuiton fees). Contudo, há uma taxa de inscrição semestral na hora da matrícula, variando entre 300 a 600 euros.

Para além das opções colocadas, é possível conseguir a bolsas de intercâmbio pelos órgãos do governo brasileiro, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para maiores informações, visitar os sites listados abaixo.

Seja na Alemanha ou em outro lugar da Europa, são muitas as universidades que possuem cursos nas mais diversas áreas da música e os processos de admissão não costumam ser muito diferentes. O importante é ir atrás de informação e estar pronto para passar pelo escrutínio burocrático da obtenção do visto e da admissão na universidade. O resto é desfrutar dessa nova experiência musical.

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Um comentário sobre “Estudando música na Europa

  1. Adriano disse:

    parabens pelo post mas podia ter mais dicas de escolas de musica la fora e tb passo a passo pra se matricular!

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