É possível estudar de graça na Europa?

Muitos brasileiros tem o sonho de se mudar para o velho continente e iniciar uma carreira acadêmica memorável, entrando nas melhores universidades e escolas europeias. Com certeza, a experiência de aprendizado nos países europeus é indescritível, proporcionando diversas oportunidades para o desenvolvimento pessoal, bem como o contato com pessoas de diversas nacionalidades e etnias.

Acontece que, para muitos, este sonho é totalmente utópico. Afinal, no dia de hoje, 21 de Junho de 2016, o Euro está altamente valorizado, sendo cotado a R$ 3,83. É mais caro que o dólar e, com a oscilação econômica, a moeda chega até mesmo a R$ 4,00. Sem contar que o custo de vida, mesmo para quem tem uma situação financeira um pouco melhor, é alto em relação aos demais países de outros continentes. E isto com certeza mina o desejo que muitos têm em ingressar em uma universidade na Europa.

Porém, existe um fato que, inclusive, é uma resposta positiva a pergunta do artigo: é possível estudar de graça na Europa! E você pode acompanhar mais detalhes no decorrer deste artigo, bem como entender o que é preciso para se conseguir estudar gratuitamente em algum país do velho continente.

Incentivo a educação é forte na Europa

intercâmbio na França

Os europeus compreendem muito bem o poder que uma nação tem frente as outras quando se empenham em educar bem seus cidadãos. Frente a este fato, diversos países oferecem gratuitamente vagas em escolas e universidades renomadas no mundo todo. Países como Inglaterra, França, Dinamarca, Holanda, Suécia e Finlândia oferecem cursos de graduação e pós-graduação totalmente gratuitos aos seus cidadãos e estrangeiros. Não somente são gratuitos, mas possuem alta qualidade, estando até mesmo nos primeiros lugares do ranking da Unesco.

O incentivo é cada vez mais forte para estrangeiros, visto que a população europeia teve um declínio considerável nestes últimos anos. Com os níveis demográficos em queda, existe uma grande necessidade de novos profissionais e estudantes, e a primeira opção para atrair novos cidadãos é por proporcionar ensino de alta qualidade, formando profissionais altamente qualificados para ingressarem no mercado do país.

É preciso aprender um novo idioma?

A resposta para a pergunta acima depende muito do país escolhido. Para todos os efeitos, uma coisa é altamente necessária: que o seu inglês esteja bem fluente e, é claro, seja certificado por algum órgão reconhecido, como TOEFL ou TOEIC. Até mesmo porque é a língua oficial para se publicar artigos científicos e realizar outras atividades acadêmicas. Em alguns países, é obrigatório, para qualquer atividade acadêmica, que os alunos e professores sejam fluentes neste idioma.

Mesmo diante disto, alguns países não exigem que você seja fluente em sua língua nativa. Por exemplo, na Finlândia, o idioma oficial é suomi, mas as universidades exigem que os alunos sejam fluentes apenas no inglês. Isto inclusive é um incentivo que o governo dá a população para que a mesma possa receber estrangeiros e facilitar a adaptação destes em seu país. Entretanto, para se trabalhar, é necessário que a pessoa conheça o básico da língua nativa. Por isso, é importante pesar estes aspectos ao escolher um país para se estudar.

Programas estudantis e investimento

Mesmo com diversas opções de universidades e escolas gratuitas em diversos países da Europa, existem custos e investimentos que devem ser levados em conta, caso você planeje se mudar para Europa com o intuito de estudar. Como dito anteriormente, o estilo de vida europeu não é barato, e requer um bom orçamento planejado para o tempo em que ficar estudando e vivendo em outro país.

Existem diversos programas de incentivo ao estudo fora do país e que cobrem parte destes custos. Um deles é conhecido como “Ciências sem Fronteiras”, que é o projeto nacional em parceria com diversas universidades ao redor do mundo. Neste caso, o governo se compromete em arcar com algumas despesas para viabilizar a graduação de diversos brasileiros em países europeus, como Inglaterra, França, Itália, Espanha e outros. Tem também o Erasmus Mundus.

Caso queira buscar por si mesmo, existem muitos programas estudantis que disponibilizam vagas nas universidades e escolas na Europa, mas que exigem que o aluno pague todas as despesas relacionadas a este projeto. No entanto, alguns não exigem que o aluno pague integralmente o custo total. Eles pedem a comprovação que a pessoa possui o valor necessário para se manter durante o período em que estiver no país. Por exemplo, os programas de estudo da Finlândia pedem que seja comprovado uma quantia de €$ 3.000,00 (aproximadamente R$ 20.000,00) em uma conta bancária, atestando que o aluno tenha uma reserva de emergência, caso precise.

Estudar na Europa é um sonho que pode ser realizado e, com certeza, recheado de benefícios e oportunidades únicas. Tudo tem seu preço, é claro. Mas investir na sua educação e numa experiência única por estudar fora do país, em especial na Europa, vale cada centavo e minuto investido. Se este é seu objetivo, parabéns! Planeje-se bem, economize, capriche no inglês, e sucesso!

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