Você conhece o programa Erasmus Mundus (EM)?

Você, que faz um curso de graduação, pensa em continuar seus estudos em algum país da Europa? Caso você seja um professor, um mestrado ou doutorado no velho continente é uma ideia interessante? Muitos estudantes e professores almejam e muito uma experiência em universidades europeias, incrementando seu currículo acadêmico e participando de experiências incríveis com pessoas de outras nacionalidades e culturas.

A Europa também vê com bons olhos a presença de estrangeiros em suas universidades. Afinal, além de incentivar o desenvolvimento e a pesquisa, isso aumenta a presença de jovens nos países, visto que a queda de natalidade e o aumento da expectativa de vida reduziu o número de pessoas entre 18 e 35 anos.

Frente a este cenário, a EACEA (Agência Executiva Europeia de Educação, Audiovisual e Cultura) criou o programa Erasmus Mundus (EM), que tem como principal objetivo possibilitar que cidadãos não europeus tenham a oportunidade de ingressar no ensino superior em diversos países membros da União Europeia. Através dele, muitos alunos e professores do Brasil tiveram a oportunidade de cursar em alguns destes países, e muitos deles são membros atuais do programa aqui no país.

Erasmus Mundus

O Início

O programa Erasmus Mundus surgiu em 2004, devido a um interesse da União Europeia em conceber oportunidades de estudos acadêmicos em universidades europeias para pessoas que não são do continente. Este se desenvolveu em duas fases:

  • Fase 1 (2004 – 2008): durante este período, o programa disponibilizou bolsas para não-europeus cursarem mestrados conjuntos oferecidos por 3 ou mais universidades europeias.
  • Fase 2 (2009 – 2013): o sucesso da primeira fase do programa levou a sua renovação, ampliando suas ações. Desta vez, o EM se estrutura em 3 eixos, atendendo inclusive a participação brasileira

Os Eixos (Ações)

As ações do programa EM são:

  1. Bolsas de mestrado e doutorado de alto nível para cursos conjuntos EM
  2. Redes em disciplinas específicas formadas por instituições brasileiras e europeias (incluindo bolsas)
  3. Consórcios institucionais para a promoção do ensino superior europeu

Como visto, o sucesso do programa foi imprescindível para que outras grandes oportunidades. Pode-se notar que, de início, apenas bolsas de estudos para mestrados foram disponibilizadas. Agora, existe a possibilidade de alunos brasileiros cursarem graduações, mestrados e até mesmo doutorados em universidades europeias. Uma excelente oportunidade para brasileiros ampliarem sua experiência acadêmica.

Como participar?

Frente a esta grande oportunidade, como você pode aproveita-la? Para participar do programa, é necessário que a universidade em que você estuda, ou que se formou e pretende fazer um mestrado ou doutorado, esteja incluída no programa. Algumas instituições bem conhecidas estão incluídas no Erasmus Mundos. Entre em contato com sua universidade e se informe dos procedimentos a serem tomados. É bom estar com seu passaporte em dia!

Caso a instituição em que estuda não esteja cadastrada no programa, não se desespere! Você pode conversar com a coordenação do seu curso e sugerir que a instituição se informe do programa e tente fazer a adesão, visto que é uma oportunidade para tornar conhecida a universidade na Europa, além de aumentar a credibilidade de seus alunos e professores.

É possível estudar de graça na Europa?

Muitos brasileiros tem o sonho de se mudar para o velho continente e iniciar uma carreira acadêmica memorável, entrando nas melhores universidades e escolas europeias. Com certeza, a experiência de aprendizado nos países europeus é indescritível, proporcionando diversas oportunidades para o desenvolvimento pessoal, bem como o contato com pessoas de diversas nacionalidades e etnias.

Acontece que, para muitos, este sonho é totalmente utópico. Afinal, no dia de hoje, 21 de Junho de 2016, o Euro está altamente valorizado, sendo cotado a R$ 3,83. É mais caro que o dólar e, com a oscilação econômica, a moeda chega até mesmo a R$ 4,00. Sem contar que o custo de vida, mesmo para quem tem uma situação financeira um pouco melhor, é alto em relação aos demais países de outros continentes. E isto com certeza mina o desejo que muitos têm em ingressar em uma universidade na Europa.

Porém, existe um fato que, inclusive, é uma resposta positiva a pergunta do artigo: é possível estudar de graça na Europa! E você pode acompanhar mais detalhes no decorrer deste artigo, bem como entender o que é preciso para se conseguir estudar gratuitamente em algum país do velho continente.

Incentivo a educação é forte na Europa

intercâmbio na França

Os europeus compreendem muito bem o poder que uma nação tem frente as outras quando se empenham em educar bem seus cidadãos. Frente a este fato, diversos países oferecem gratuitamente vagas em escolas e universidades renomadas no mundo todo. Países como Inglaterra, França, Dinamarca, Holanda, Suécia e Finlândia oferecem cursos de graduação e pós-graduação totalmente gratuitos aos seus cidadãos e estrangeiros. Não somente são gratuitos, mas possuem alta qualidade, estando até mesmo nos primeiros lugares do ranking da Unesco.

O incentivo é cada vez mais forte para estrangeiros, visto que a população europeia teve um declínio considerável nestes últimos anos. Com os níveis demográficos em queda, existe uma grande necessidade de novos profissionais e estudantes, e a primeira opção para atrair novos cidadãos é por proporcionar ensino de alta qualidade, formando profissionais altamente qualificados para ingressarem no mercado do país.

É preciso aprender um novo idioma?

A resposta para a pergunta acima depende muito do país escolhido. Para todos os efeitos, uma coisa é altamente necessária: que o seu inglês esteja bem fluente e, é claro, seja certificado por algum órgão reconhecido, como TOEFL ou TOEIC. Até mesmo porque é a língua oficial para se publicar artigos científicos e realizar outras atividades acadêmicas. Em alguns países, é obrigatório, para qualquer atividade acadêmica, que os alunos e professores sejam fluentes neste idioma.

Mesmo diante disto, alguns países não exigem que você seja fluente em sua língua nativa. Por exemplo, na Finlândia, o idioma oficial é suomi, mas as universidades exigem que os alunos sejam fluentes apenas no inglês. Isto inclusive é um incentivo que o governo dá a população para que a mesma possa receber estrangeiros e facilitar a adaptação destes em seu país. Entretanto, para se trabalhar, é necessário que a pessoa conheça o básico da língua nativa. Por isso, é importante pesar estes aspectos ao escolher um país para se estudar.

Programas estudantis e investimento

Mesmo com diversas opções de universidades e escolas gratuitas em diversos países da Europa, existem custos e investimentos que devem ser levados em conta, caso você planeje se mudar para Europa com o intuito de estudar. Como dito anteriormente, o estilo de vida europeu não é barato, e requer um bom orçamento planejado para o tempo em que ficar estudando e vivendo em outro país.

Existem diversos programas de incentivo ao estudo fora do país e que cobrem parte destes custos. Um deles é conhecido como “Ciências sem Fronteiras”, que é o projeto nacional em parceria com diversas universidades ao redor do mundo. Neste caso, o governo se compromete em arcar com algumas despesas para viabilizar a graduação de diversos brasileiros em países europeus, como Inglaterra, França, Itália, Espanha e outros. Tem também o Erasmus Mundus.

Caso queira buscar por si mesmo, existem muitos programas estudantis que disponibilizam vagas nas universidades e escolas na Europa, mas que exigem que o aluno pague todas as despesas relacionadas a este projeto. No entanto, alguns não exigem que o aluno pague integralmente o custo total. Eles pedem a comprovação que a pessoa possui o valor necessário para se manter durante o período em que estiver no país. Por exemplo, os programas de estudo da Finlândia pedem que seja comprovado uma quantia de €$ 3.000,00 (aproximadamente R$ 20.000,00) em uma conta bancária, atestando que o aluno tenha uma reserva de emergência, caso precise.

Estudar na Europa é um sonho que pode ser realizado e, com certeza, recheado de benefícios e oportunidades únicas. Tudo tem seu preço, é claro. Mas investir na sua educação e numa experiência única por estudar fora do país, em especial na Europa, vale cada centavo e minuto investido. Se este é seu objetivo, parabéns! Planeje-se bem, economize, capriche no inglês, e sucesso!

Programas de intercâmbio para estudar idiomas na Europa

Fazer um programa de intercâmbio na Europa é uma opção atrativa e muito valorizada para quem quer, além de aprimorar e aprender um novo idioma, ter um diferencial em seu currículo. Sem contar o fato de que, estando no país de origem e convivendo com quem tem vivência no idioma que você gostaria de aprender, a absorção da língua e dos costumes e filosofias do país escolhido dão um diferencial ainda maior frente a outros que aprenderam aqui no Brasil.

Mas como funciona? O quanto devo investir? Será que existem programas melhores e mais atraentes? O que deve ser levado em consideração antes de optar por um programa de intercâmbio na Europa? Esses e outros pontos devem ser levantados, mas ajudaremos você a pensar nos mais importantes, que são:

  • Idioma a estudar
  • Escolha do país
  • Agência de intercâmbio

Estas são as considerações iniciais quando se pensa em estudar idiomas através de um programa de intercâmbio. Vamos analisar como cada uma dessas decisões irão influenciar na sua escolha.

Idioma a estudar

A escolha do idioma é essencial. Já se decidiu? Se não, pense consigo: por que eu gostaria de aprender um idioma e ser fluente nele? É claro que a primeira resposta da grande maioria é relacionada com oportunidades profissionais, visto que tanto a fluência na língua quanto a vivência dela no seu país de origem são um grande diferencial no currículo.

Cuidado com línguas muito específicas! Países como Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e a grande maioria do leste europeu possuem seus idiomas nativos e, apesar de incorporarem o inglês nas universidades e escolas, o governo exige que a pessoa conheça a língua nativa para exercerem atividade remunerada. Sem mencionar o fato que estas línguas específicas não são tão requisitadas como inglês, espanhol, francês ou até mesmo o alemão. Mas, como dito antes, a escolha e objetivos são seus. Basta apenas ponderar sobre o que é mais importante para você.

Escolha do país

Vamos agora supor que você escolheu o idioma. O próximo passo é pesquisar os países europeus que possuem a língua nativa. Mas cuidado: a presença de dialetos e outras línguas num mesmo país pode dificultar um pouco o aprendizado do idioma. Um exemplo: se você quer aprender inglês, seria interessante procurar vagas em países como a Inglaterra, visto que o idioma oficial é o inglês. Já em outros países britânicos, como a Irlanda e País de Gales, apesar de também ser a língua oficial, existem dialetos e idiomas nativos, como o galês, o que pode ser um diferencial ou até mesmo uma dificuldade para aprender o idioma.

Outro ponto a ser considerado na escolha do país seria a cultura e o estilo de vida das pessoas, bem como o clima. Como se sabe, a Europa possui milhares de anos de evolução e história, e a grande maioria dos países são de primeiro mundo, com diversas facilidades e opções que fazem toda a diferença. Contudo, o clima e a maneira como as pessoas se comportam nestes lugares podem causar um choque muito grande, e a adaptação pode demorar um tempo. Converse com outros brasileiros que moram ou já viveram nos países em que você pretende realizar seu programa de intercâmbio e se informe sobre estes detalhes,

Agência de intercâmbio

Agora que você finalmente definiu o idioma e o país que quer fazer o programa de intercâmbio, chegou o momento de escolher a agência. Neste caso, sites de busca como o Google e o Bing irão desempenhar um papel importante na sua pesquisa. Porém, fuja dos anúncios iniciais com ofertas de intercâmbio e veja diretamente nos sites oficiais das agências sobre as oportunidades e ofertas.

Palavra de cautela: busque por agências que estão a muitos anos promovendo seus programas de intercâmbio para Europa, além de mostrar depoimentos e relatos de pessoas que fizeram suas apostas nela e quais os resultados que tiveram. Essas empresas não construíram sua reputação do dia para noite. Muitas delas já estão a anos trabalhando com estes programas e ajudando muitos a terem êxito em adquirir a fluência em diversos idiomas europeus. Observe estes detalhes quando pesquisar, e tome cuidado com agências que oferecem ofertas tentadoras e oportunidades imperdíveis.

Qualquer que seja seu objetivo, existem diversas opções de programas de intercâmbio para estudar idiomas na Europa. Estas três considerações iniciais são muito importantes para refletir antes de tomar uma decisão. Então aproveite bem o tempo, faça pesquisas e defina bem suas metas. Independentemente do que escolher, estes programas serão um grande diferencial na sua vida profissional e acadêmica.