Fazendo pós-graduação na Europa: sua especialização no continente Europeu

fazer mestrado ou doutorado na europa

Terminou a graduação e não sabe qual instituição escolher para a sua especialização? Ou quer estudar com o profissional de ponta da sua área mas não sabe como? Reunimos aqui tudo que você precisa saber para realizar a sua pós-graduação na Europa.

Mas antes uma observação importante: prepare-se adequadamente para a vida acadêmica europeia, que é bem diferente da da média das universidades brasileiras. Prepare-se para ser exigido num nível muito acima do que você está acostumado aqui no Brasil. Prepare-se para longas e longas horas de estudo e para professores que não vão “quebrar o seu galho” se você for reprovado.

E comece já a preparação, antes mesmo de viajar! Busque aprimorar sua capacidade de absorver conhecimento e fazer valer cada dia da experiência de intercâmbio. Vale tudo aqui: leitura dinâmica, algum curso de memorização online, treinamento de concentração, etc. O importante é chegar na Europa pronto!

Sistema de Créditos Europeu

Primeiramente, é necessário entender que o modelo europeu de pós-graduação se difere do brasileiro – principalmente na estrutura de tempo de pesquisa. Para você obter a diplomação Mestrado ou Doutorado você precisa cumprir um número fixo de créditos, denominado ECTS (Sistema de Transferência de Créditos Europeu).

Para o mestrado, são cobrados 5 anos totais de estudos, ou seja, o seu período de graduação (3-4 anos) mais um ou dois anos da especialização. Nesse período, é necessário completar 90-120 ECTS (para além dos 180-240 ECTS cobrados na graduação).  Já o doutorado pede um total de oito anos de estudos – três a mais após a conclusão do mestrado. Não são cobrados a realização de mais ECTS no doutorado.

Ao final, o sistema europeu tem um período de dois anos a menos de formação que o sistema brasileiro. Neste, a formação completa dura dez anos (quatro de graduação, dois de mestrado e quatro de doutorado), em comparação aos oito anos na Europa.

O bom do sistema ECTS é que ele foi unificado pela União Europeia (UE), ou seja, ele permite que você transfira créditos entre universidades, ao mesmo tempo em que estabelece uma equivalência de diplomas nos diferentes países que compõem o bloco europeu.

Como se faz o visto?

Os vistos para estadia na Europa são específicos de cada país, uma vez que vocês estará pedindo um visto estudantil ou de pesquisador, dependendo do seu destino. Contudo, para viagens com um limite de 90 dias, os brasileiros não precisam solicitar um visto para entrar no Continente – o que facilita os intercâmbios de curta duração entre o Brasil e a União Europeia. Assim, caso seu plano não seja uma bolsa sanduíche ou uma missão de curta duração na Europa, o visto será uma preocupação para o cumprimento do mestrado ou doutorado pleno. Neste caso, cada país possui suas próprias burocracias.

A Alemanha, por exemplo, pede que o visto de estudante seja solicitado quando o estudante já se encontra no país. Ao chegar na sua cidade de estadia, o estudante deve solicitar uma autorização para residir no local, que será concedida pelo Departamento para Estrangeiros local. No caso da Holanda e da França, é exigido visto de estudante quando o período de estudo ultrapassa os 90 dias. Nesses casos, no entanto, a própria universidade holandesa ou o Campus France conduz o processo, reduzindo a dor de cabeça do estudante.

O processo seletivo

A entrada nas universidades europeias variam de acordo com o país e a universidade em que se estará realizando a pós-graduação. A maior parte das universidades pede um dossiê do estudante, composto pelo diploma de ensino superior (traduzido por um tradutor juramentado), carta de intenções e currículo do candidato. Ao final do texto, trazemos uma lista com os editais para bolsas nas universidades europeias, trazendo de forma detalhada os requesitos de cada país e curso.

De maneira geral, a Alemanha, onde as universidades possuem bastante autonomia, os requisitos variam para cada universidade. Contudo, assim como a Holanda, para se fazer a pós-graduação completa no país, o candidato deve possuir um grau elevado de conhecimento em inglês (a Holanda pede exames reconhecidos internacionalmente, como TOEFL ou IELTS). Obviamente, caso o estudante não queira ficar cercado somente pela universidade, um nível médio de alemão também é recomendado. Já na França, é preciso comprovar proficiência nível B2 no idioma francês para estudar em uma universidade do país.

Possibilidades de bolsa

Ao contrário do Brasil, onde as universidades públicas não possuem taxas administrativas, as universidades europeias possuem taxas administrativas cobradas anualmente (chamadas tuiton fees). O valor varia entre as diferentes localidades e universidades. A Holanda cobra uma taxa anual, tendo o preço diversificado pelo curso. Já a Alemanha possui apenas taxas de matrículas semestrais (300 euros em média), e a França possui auxílio governamental ao estudantes de universidades públicas, resultando em uma taxa média de 200 euros anuais.

Contudo, nem tudo está perdido caso você não tenha como pagar as taxas nacionais e se sustentar na Europa. O continente europeu é cheio de oportunidades para brasileiros que queiram estudar no estrangeiro, com bolsas que custeiam desde as taxas universitárias até a total estadia do estudante. Abaixo, disponibilizamos uma lista com as diversas oportunidades oferecidas.

Holanda

O Orange Tulip Scholarship Programme (OTS) é a melhor opção para brasileiros que desejam fazer pós-graduação na Holanda. São mais de 150 cursos ofertados como opção de escolha para os estudantes. As bolsas possuem alto valor (perto 32.500 euros anuais) e são custeadas pelas próprias Instituições de ensino superior holandesas.

Alemanha

O Serviço de Intercâmbio Acadêmico da Alemanha (Daad – Deutscher Akademischer Austauschdienst) e o KAAD (Katholischer Akademischer Ausländer-Dienst) são os melhores locais para conseguir acesso a diversas oportunidades de bolsas para estudar no país. As exigências variam com o curso, mas sempre há opções para diferentes cursos.

Espanha

Para saber sobre oportunidades na Espanha, o programa Maec-Aecid do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação Espanhola é o melhor lugar. Há opções para diversas universidades e cursos.

Itália

O governo italiano oferece diversas bolsas e ocasiões para estudantes brasileiros que desejam realizar a pós-graduação no seu país. Para mais detalhes, confira o site.

França

O programa Eiffel oferece as melhores oportunidades para quem quer fazer a pós-graduação na França. Para detalhes, acesse o site da CampusFrance, do órgão do governo francês responsável pelos intercâmbios com outros países.

Bolsas Chevening

As bolsas Chevening são uma possibilidade de realizar sua pós-graduação na Grã-Bretanha. As informações podem ser adquiridas no site da instituição.

Bolsas do Erasmus Mundus (EM)

O Programa Erasmus Mundus (EM), financiado pela União Européia (UE), foca na mobilidade de estudantes da pós-graduação. Com bolsas de estudos integrais ou possibilidades de intercâmbio, o programa prima pela excelência acadêmica e oferece diversas oportunidades de pesquisa para quem quer concluir seus estudos fora do Brasil.

Capes

O Programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)  do governo brasileiro possui diferentes modalidades de bolsas integrais e sanduíche para o estudantes de doutorado. Os editais saem no começo e meio de cada ano, possuindo diferentes verbas dependendo do país de acolhida.

CNPq

As bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), assim como as da Capes, oferecem as oportunidades de doutorado sanduíche e doutorado pleno em instituições de ensino superior na Europa. Possuem uma regularidade de abertura de editais (começo e meio do ano), oferecendo oportunidades para os que desejam realizar o doutorado na Europa.

Estudando música na Europa

Se é verdade que viver de música pode ser impossível, estudar música fora do país não o é. Assim como toda carreira, é preciso de muita paixão pela música e muita dedicação e treino para fazer com que este sonho se torne realidade.

Esta fala inicial tem uma intenção simples: os cursos de música no exterior possuem uma rotina rígida com aulas teóricas e práticas, recitais, convenções e exigem o melhor desempenho que os seus estudantes possam atingir. Dependendo do seu local de escolha, você poderá ter acesso a uma gama enorme de estágios em orquestras em apresentações musicais, como em West End, a Broadway londrina.

Para além dos musicais, o ambiente europeu é composto por um cenário dinâmico e altamente mutável devido a sua aproximação territorial e a constante movimentação de pessoas entre as cidades. Seja em Londres, Berlin, Madrid ou Paris, você sempre estará em contato com bandas, orquestras e músicos de todas as partes da Europa, um contexto impossível ou altamente caro no Brasil.

Assim, ir para o exterior estudar música se mostra como um grande sonho e um cenário maravilhoso para efetuar um crescimento na sua técnica e seus conhecimentos, assim como expandir seu gosto musical.

estudando música na Europa

Cursos de música no exterior

Contudo, é preciso ter foco, uma vez que as universidades internacionais possuem todos os tipos de cursos de música imagináveis. Se você quiser compor, reger um coral, ser professor, montar uma banda, cantar, reger ou tocar em uma orquestra, ser produtor, estudar a história da música, etc., não importa. Há curso para todas as medidas e vontades. Assim, o que é necessário é pesquisar, olhar as diferentes universidades para achar uma que possua um currículo ou especialização que chame a sua atenção e seja compatível com seus interesses pessoais. Feita a escolha, é a hora de se submeter à admissão.

Processo de admissão de estudantes estrangeiros

O processo de admissão varia de acordo com a área da música que você deseja estudar. Assim, para cursos de música no exterior em algum instrumento em específico, você deverá passar por um teste prático e, muitas vezes, teórico – mesmo que isso seja feito à distância, por videos colocados no YouTube ou Vimeo, por exemplo. Para os cursos de mestrado, assim como no Brasil, os candidatos devem comprovar a conclusão do bacharelado. Caso este não seja em alguma área dos estudos sobre música, é necessário, através do currículo, demonstrar a sua aptidão para cursar o curso na área escolhida.

Uma certeza constante é o teste de proficiência em inglês (IELTS ou TOEFL) para cursar graduações e mestrados no exterior. Se o seu inglês não é fluente, pode valer a pena pensar num intercâmbio para estudo do idioma previamente à tentativa de entrar para o curso de música desejado.

Como os casos variam muito de local para local, decidimos enfocar no cenário alemão, conhecido internacionalmente por ser o berço da música clássica.

Sistema educacional

A primeira questão que você deve se perguntar ao querer estudar música, no caso da Alemanha, é o tipo de foco que deseja para a sua formação. Há duas opções: a universidade (Universität) ou a escola superior de música (Musikhochschule).

Nas universidades, o enfoque são as matérias teóricas, com ênfase na musicologia (Musikwissenschaft). Aqui, há uma exigência de uma alta proficiência no idioma alemão. Este tipo de saber está direcionado para aqueles que querem se especializar como professores de história da música ou críticos músicais.

Já se seu foco é tocar, reger e/ou compor, sua escolha deve ser as Escolas Superiores de Música, ou Musikhochschulen. Nelas, os cursos ministrados são de formação artística (Kunstlische Ausbildung), pedagogia musical (Musikpedagögik) e mestrado (Meisterkurz). Os dois primeiros são equivalentes à graduação do sistema educacional brasileiro (bacharelado e licenciatura, respectivamente). Há especial ênfase na prática musical, assim como aulas teóricas sobre história e técnicas musicais.

O mestrado é reconhecido no Brasil desde as últimas alterações nos procedimentos do Ministério da Educação para revalidação dos diplomas de graduação e pós-graduação. De qualquer forma, muitas escolas estão começando a oferecer cursos próximos do sistema educacional dos EUA, o Bachelor (bacharelado) e o Master (mestrado). Este procedimento facilita a posterior revalidação do diploma.

Como conseguir uma vaga

Como é de se imaginar, as vagas nas boas escolas são muito disputadas. Nestes casos, é possível até mesmo de não abrir vagas para alunos novos, já que depende da disponibilidade dos professor. Além disso, diversas instituições alemãs (embaixada, consulado, fundações acadêmicas) costumam exigir uma carta do professor que você pretende estudar para fornecer o visto de permanência no país. Assim, o primeiro passo para estudar na Alemanha deve ser conhecer pessoalmente o professor almejado para a sua instrução, potencialmente o conhecendo a partir de uma aula.

Como qualquer processo burocrático de pedido de visto, o processo de admissão é lenta e é necessária a tradução juramentada dos papéis que comporão seu dossiê a ser apresentado para a escola (currículo, diplomas, histórico escolar). Para conseguir o visto, em geral, você tem que comprovar uma fonte de renda, seja através de uma bolsa de estudos, ou possuir uma conta com uma valor mínimo estipulado pela embaixada (7.500 euros, por exemplo), ou uma declaração de um responsável que assuma o seu custeio no país.

Em termos de bolsas, as duas principais instituições que fornecem bolsa de estudo são o DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst) e o KAAD (Katholischer Akademischer Ausländer-Dienst). Ambas as instituições possuem programas de apoio a estudantes estrangeiros, dando auxílios mensais para a realização de graduação e pós-graduação no país. É possível acessar os sites das duas instituições a partir dos links listados abaixo.

Praticamente todas as escolas alemãs são públicas e governamentais, o que faz com que não hajam taxas administrativas (tuiton fees). Contudo, há uma taxa de inscrição semestral na hora da matrícula, variando entre 300 a 600 euros.

Para além das opções colocadas, é possível conseguir a bolsas de intercâmbio pelos órgãos do governo brasileiro, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para maiores informações, visitar os sites listados abaixo.

Seja na Alemanha ou em outro lugar da Europa, são muitas as universidades que possuem cursos nas mais diversas áreas da música e os processos de admissão não costumam ser muito diferentes. O importante é ir atrás de informação e estar pronto para passar pelo escrutínio burocrático da obtenção do visto e da admissão na universidade. O resto é desfrutar dessa nova experiência musical.

Você conhece o programa Erasmus Mundus (EM)?

Você, que faz um curso de graduação, pensa em continuar seus estudos em algum país da Europa? Caso você seja um professor, um mestrado ou doutorado no velho continente é uma ideia interessante? Muitos estudantes e professores almejam e muito uma experiência em universidades europeias, incrementando seu currículo acadêmico e participando de experiências incríveis com pessoas de outras nacionalidades e culturas.

A Europa também vê com bons olhos a presença de estrangeiros em suas universidades. Afinal, além de incentivar o desenvolvimento e a pesquisa, isso aumenta a presença de jovens nos países, visto que a queda de natalidade e o aumento da expectativa de vida reduziu o número de pessoas entre 18 e 35 anos.

Frente a este cenário, a EACEA (Agência Executiva Europeia de Educação, Audiovisual e Cultura) criou o programa Erasmus Mundus (EM), que tem como principal objetivo possibilitar que cidadãos não europeus tenham a oportunidade de ingressar no ensino superior em diversos países membros da União Europeia. Através dele, muitos alunos e professores do Brasil tiveram a oportunidade de cursar em alguns destes países, e muitos deles são membros atuais do programa aqui no país.

Erasmus Mundus

O Início

O programa Erasmus Mundus surgiu em 2004, devido a um interesse da União Europeia em conceber oportunidades de estudos acadêmicos em universidades europeias para pessoas que não são do continente. Este se desenvolveu em duas fases:

  • Fase 1 (2004 – 2008): durante este período, o programa disponibilizou bolsas para não-europeus cursarem mestrados conjuntos oferecidos por 3 ou mais universidades europeias.
  • Fase 2 (2009 – 2013): o sucesso da primeira fase do programa levou a sua renovação, ampliando suas ações. Desta vez, o EM se estrutura em 3 eixos, atendendo inclusive a participação brasileira

Os Eixos (Ações)

As ações do programa EM são:

  1. Bolsas de mestrado e doutorado de alto nível para cursos conjuntos EM
  2. Redes em disciplinas específicas formadas por instituições brasileiras e europeias (incluindo bolsas)
  3. Consórcios institucionais para a promoção do ensino superior europeu

Como visto, o sucesso do programa foi imprescindível para que outras grandes oportunidades. Pode-se notar que, de início, apenas bolsas de estudos para mestrados foram disponibilizadas. Agora, existe a possibilidade de alunos brasileiros cursarem graduações, mestrados e até mesmo doutorados em universidades europeias. Uma excelente oportunidade para brasileiros ampliarem sua experiência acadêmica.

Como participar?

Frente a esta grande oportunidade, como você pode aproveita-la? Para participar do programa, é necessário que a universidade em que você estuda, ou que se formou e pretende fazer um mestrado ou doutorado, esteja incluída no programa. Algumas instituições bem conhecidas estão incluídas no Erasmus Mundos. Entre em contato com sua universidade e se informe dos procedimentos a serem tomados. É bom estar com seu passaporte em dia!

Caso a instituição em que estuda não esteja cadastrada no programa, não se desespere! Você pode conversar com a coordenação do seu curso e sugerir que a instituição se informe do programa e tente fazer a adesão, visto que é uma oportunidade para tornar conhecida a universidade na Europa, além de aumentar a credibilidade de seus alunos e professores.

É possível estudar de graça na Europa?

Muitos brasileiros tem o sonho de se mudar para o velho continente e iniciar uma carreira acadêmica memorável, entrando nas melhores universidades e escolas europeias. Com certeza, a experiência de aprendizado nos países europeus é indescritível, proporcionando diversas oportunidades para o desenvolvimento pessoal, bem como o contato com pessoas de diversas nacionalidades e etnias.

Acontece que, para muitos, este sonho é totalmente utópico. Afinal, no dia de hoje, 21 de Junho de 2016, o Euro está altamente valorizado, sendo cotado a R$ 3,83. É mais caro que o dólar e, com a oscilação econômica, a moeda chega até mesmo a R$ 4,00. Sem contar que o custo de vida, mesmo para quem tem uma situação financeira um pouco melhor, é alto em relação aos demais países de outros continentes. E isto com certeza mina o desejo que muitos têm em ingressar em uma universidade na Europa.

Porém, existe um fato que, inclusive, é uma resposta positiva a pergunta do artigo: é possível estudar de graça na Europa! E você pode acompanhar mais detalhes no decorrer deste artigo, bem como entender o que é preciso para se conseguir estudar gratuitamente em algum país do velho continente.

Incentivo a educação é forte na Europa

intercâmbio na França

Os europeus compreendem muito bem o poder que uma nação tem frente as outras quando se empenham em educar bem seus cidadãos. Frente a este fato, diversos países oferecem gratuitamente vagas em escolas e universidades renomadas no mundo todo. Países como Inglaterra, França, Dinamarca, Holanda, Suécia e Finlândia oferecem cursos de graduação e pós-graduação totalmente gratuitos aos seus cidadãos e estrangeiros. Não somente são gratuitos, mas possuem alta qualidade, estando até mesmo nos primeiros lugares do ranking da Unesco.

O incentivo é cada vez mais forte para estrangeiros, visto que a população europeia teve um declínio considerável nestes últimos anos. Com os níveis demográficos em queda, existe uma grande necessidade de novos profissionais e estudantes, e a primeira opção para atrair novos cidadãos é por proporcionar ensino de alta qualidade, formando profissionais altamente qualificados para ingressarem no mercado do país.

É preciso aprender um novo idioma?

A resposta para a pergunta acima depende muito do país escolhido. Para todos os efeitos, uma coisa é altamente necessária: que o seu inglês esteja bem fluente e, é claro, seja certificado por algum órgão reconhecido, como TOEFL ou TOEIC. Até mesmo porque é a língua oficial para se publicar artigos científicos e realizar outras atividades acadêmicas. Em alguns países, é obrigatório, para qualquer atividade acadêmica, que os alunos e professores sejam fluentes neste idioma.

Mesmo diante disto, alguns países não exigem que você seja fluente em sua língua nativa. Por exemplo, na Finlândia, o idioma oficial é suomi, mas as universidades exigem que os alunos sejam fluentes apenas no inglês. Isto inclusive é um incentivo que o governo dá a população para que a mesma possa receber estrangeiros e facilitar a adaptação destes em seu país. Entretanto, para se trabalhar, é necessário que a pessoa conheça o básico da língua nativa. Por isso, é importante pesar estes aspectos ao escolher um país para se estudar.

Programas estudantis e investimento

Mesmo com diversas opções de universidades e escolas gratuitas em diversos países da Europa, existem custos e investimentos que devem ser levados em conta, caso você planeje se mudar para Europa com o intuito de estudar. Como dito anteriormente, o estilo de vida europeu não é barato, e requer um bom orçamento planejado para o tempo em que ficar estudando e vivendo em outro país.

Existem diversos programas de incentivo ao estudo fora do país e que cobrem parte destes custos. Um deles é conhecido como “Ciências sem Fronteiras”, que é o projeto nacional em parceria com diversas universidades ao redor do mundo. Neste caso, o governo se compromete em arcar com algumas despesas para viabilizar a graduação de diversos brasileiros em países europeus, como Inglaterra, França, Itália, Espanha e outros. Tem também o Erasmus Mundus.

Caso queira buscar por si mesmo, existem muitos programas estudantis que disponibilizam vagas nas universidades e escolas na Europa, mas que exigem que o aluno pague todas as despesas relacionadas a este projeto. No entanto, alguns não exigem que o aluno pague integralmente o custo total. Eles pedem a comprovação que a pessoa possui o valor necessário para se manter durante o período em que estiver no país. Por exemplo, os programas de estudo da Finlândia pedem que seja comprovado uma quantia de €$ 3.000,00 (aproximadamente R$ 20.000,00) em uma conta bancária, atestando que o aluno tenha uma reserva de emergência, caso precise.

Estudar na Europa é um sonho que pode ser realizado e, com certeza, recheado de benefícios e oportunidades únicas. Tudo tem seu preço, é claro. Mas investir na sua educação e numa experiência única por estudar fora do país, em especial na Europa, vale cada centavo e minuto investido. Se este é seu objetivo, parabéns! Planeje-se bem, economize, capriche no inglês, e sucesso!

Programas de intercâmbio para estudar idiomas na Europa

Fazer um programa de intercâmbio na Europa é uma opção atrativa e muito valorizada para quem quer, além de aprimorar e aprender um novo idioma, ter um diferencial em seu currículo. Sem contar o fato de que, estando no país de origem e convivendo com quem tem vivência no idioma que você gostaria de aprender, a absorção da língua e dos costumes e filosofias do país escolhido dão um diferencial ainda maior frente a outros que aprenderam aqui no Brasil.

Mas como funciona? O quanto devo investir? Será que existem programas melhores e mais atraentes? O que deve ser levado em consideração antes de optar por um programa de intercâmbio na Europa? Esses e outros pontos devem ser levantados, mas ajudaremos você a pensar nos mais importantes, que são:

  • Idioma a estudar
  • Escolha do país
  • Agência de intercâmbio

Estas são as considerações iniciais quando se pensa em estudar idiomas através de um programa de intercâmbio. Vamos analisar como cada uma dessas decisões irão influenciar na sua escolha.

Idioma a estudar

A escolha do idioma é essencial. Já se decidiu? Se não, pense consigo: por que eu gostaria de aprender um idioma e ser fluente nele? É claro que a primeira resposta da grande maioria é relacionada com oportunidades profissionais, visto que tanto a fluência na língua quanto a vivência dela no seu país de origem são um grande diferencial no currículo.

Cuidado com línguas muito específicas! Países como Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e a grande maioria do leste europeu possuem seus idiomas nativos e, apesar de incorporarem o inglês nas universidades e escolas, o governo exige que a pessoa conheça a língua nativa para exercerem atividade remunerada. Sem mencionar o fato que estas línguas específicas não são tão requisitadas como inglês, espanhol, francês ou até mesmo o alemão. Mas, como dito antes, a escolha e objetivos são seus. Basta apenas ponderar sobre o que é mais importante para você.

Escolha do país

Vamos agora supor que você escolheu o idioma. O próximo passo é pesquisar os países europeus que possuem a língua nativa. Mas cuidado: a presença de dialetos e outras línguas num mesmo país pode dificultar um pouco o aprendizado do idioma. Um exemplo: se você quer aprender inglês, seria interessante procurar vagas em países como a Inglaterra, visto que o idioma oficial é o inglês. Já em outros países britânicos, como a Irlanda e País de Gales, apesar de também ser a língua oficial, existem dialetos e idiomas nativos, como o galês, o que pode ser um diferencial ou até mesmo uma dificuldade para aprender o idioma.

Outro ponto a ser considerado na escolha do país seria a cultura e o estilo de vida das pessoas, bem como o clima. Como se sabe, a Europa possui milhares de anos de evolução e história, e a grande maioria dos países são de primeiro mundo, com diversas facilidades e opções que fazem toda a diferença. Contudo, o clima e a maneira como as pessoas se comportam nestes lugares podem causar um choque muito grande, e a adaptação pode demorar um tempo. Converse com outros brasileiros que moram ou já viveram nos países em que você pretende realizar seu programa de intercâmbio e se informe sobre estes detalhes,

Agência de intercâmbio

Agora que você finalmente definiu o idioma e o país que quer fazer o programa de intercâmbio, chegou o momento de escolher a agência. Neste caso, sites de busca como o Google e o Bing irão desempenhar um papel importante na sua pesquisa. Porém, fuja dos anúncios iniciais com ofertas de intercâmbio e veja diretamente nos sites oficiais das agências sobre as oportunidades e ofertas.

Palavra de cautela: busque por agências que estão a muitos anos promovendo seus programas de intercâmbio para Europa, além de mostrar depoimentos e relatos de pessoas que fizeram suas apostas nela e quais os resultados que tiveram. Essas empresas não construíram sua reputação do dia para noite. Muitas delas já estão a anos trabalhando com estes programas e ajudando muitos a terem êxito em adquirir a fluência em diversos idiomas europeus. Observe estes detalhes quando pesquisar, e tome cuidado com agências que oferecem ofertas tentadoras e oportunidades imperdíveis.

Qualquer que seja seu objetivo, existem diversas opções de programas de intercâmbio para estudar idiomas na Europa. Estas três considerações iniciais são muito importantes para refletir antes de tomar uma decisão. Então aproveite bem o tempo, faça pesquisas e defina bem suas metas. Independentemente do que escolher, estes programas serão um grande diferencial na sua vida profissional e acadêmica.